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quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

[Cine Dreamers] O que esperar das telonas em 2015?



Bom, o ano tá acabando, aquela coisa toda muito bonita, todo mundo desejando coisas boas pros outros e tudo mais que a gente já está acostumado a ver todos os anos. Junto com a virada do ano, a gente já começa a se preparar pro próximo ano em alguns aspectos como, estudo, trabalho (eu sou um desses que precisa de um emprego novo), o que ler, o que jogar (que o Mateus já ilustrou muito bem no post dele, que você pode conferir aqui) e também pensar no que assistir nas telonas, e ver quais são os lançamentos mais aguardados no cinema... Se você ainda não tinha parado pra pensar nisso, eu vou te dar uma força! Vou fazer uma pequena lista com os filmes que mais aguardo para 2015.

O primeiro da lista, não tinha como ser outro, já que falei tanto de super-heróis no meu post anterior. Os Vingadores 2: A Era de Ultron tem seu lançamento previsto para o dia 4 de abril e promete trazer para as telonas todo o poder da Marvel e dos seus poderosos Heróis. Se o filme Vingadores já foi um sucesso, podemos esperar algo grandioso para esse segundo filme que retrata um dos arcos mais bem falados nos quadrinhos. Abaixo você pode conferir um dos trailers do filme:


A Saga Velozes e furiosos é bem famosa e já lucrou horrores no cinema, eu curto os filmes da franquia mesmo achando que "já deu o que tinha que dar" dá pra esperar ver boas cenas de ação no filme, alguma comédia também e carros fantásticos! A estréia está marcada para o dia 02 de abril.


Quando eu comecei a fazer as pesquisas para montar esse post eu me deparei com um filme que até então não estava esperando, mas que parece ser muito interessante. O filme a Teoria de Tudo conta a história do famoso cientista Stephen Hawking, deve ser muito interessante já que o cara fez algumas das teorias mais famosas da física moderna, com o lançamento previsto para o dia 22 de Janeiro, é um dos filmes que dá pra ver antes de terminar as férias, heheh... Fiquem com o trailer:



Eu nunca vi nenhum filme da franquia Star Wars, mas sei que ela é muito famosa e já fez parte de toda uma geração que simplesmente ama a franquia, com a chegada do novo filme, O Despertar da Força, fiz um propósito de assistir os outros filmes e ficar por dentro da história, a estréia está prevista para 17 de Dezembro (é, quase daqui a um ano), mas tenho certeza que muitos saudosistas e novos fãs vão correr para os cinemas!


Eu, o Lucas e o Cloud lemos a série Divergente esse ano, depois de lermos Jogos Vorazes e, após ler eu vi o primeiro filme e, para a nossa alegria, o filme é muito bem feito e retrata bem a história de Tris e Tobias, tentando desvendar os mistérios de seu mundo que é dividido em 5 facções. O segundo filme, Insurgente, tem previsão de lançamento para 19 de março e eu estou bem ansioso pra ver (e falar mal depois).

A franquia Exterminador do futuro é outra que já movimentou milhões no cinema e estará de volta em 2015 com o filme O Exterminador do Futuro: Genesis, pelo que entendi, nesse filme a resistência dos humanos tentará enviar de volta um exterminador para o início de tudo para tentar reescrever a história. Arnold Schwarzenegger estará de volta à franquia e e a linda da Emilia Clark, que interpreta a mãe de Dragões Daenerys Targaryen em Game of Thrones, será a versão jovem da Sarah Connor. O lançamento está previsto para 02 de julho.



E sim, senhoras e senhores, os dinossauros estão de volta, o filme Jurassic World vem com a finalidade de resgatar aquela mágica dos primeiros filmes de Jurassic Park, embora o enredo não tenha nenhuma relação específica com os filmes anteriores. Não acredito que vamos ter algo muuuuito diferente dos outros filmes da franquia, mas todo fã que se preze deve ver o filme que, pelo menos pelo trailer parece estar muito bom!


E, por último, mas não menos importante, teremos o capítulo final da história de Katniss Everdeen, a garota em chamas que colocou todos os distritos para lutarem contra a tirania da Capital. O filme ainda não tem trailer, mas tem o lançamento previsto para o dia 19 de Novembro. Como leitor da saga, vou com um pé atrás para esse filme, diante de tantas mudanças que foram feitas à partir do segundo filme principalmente, em relação à história original, mas sempre acabo indo no cinema pra ver as adaptações então, estarei lá com certeza, hahah...

Pra encurtar o post ainda deixei alguns filmes de fora da lista, como Busca Implacável 3, Uma noite no Museu 3, O Sétimo Filho e A Escolha Perfeita 2, que também pretendo ver... Haja dinheiro pro cinema, é por isso que disse no começo do post que preciso de um emprego novo, hahahah...

E vocês, o que querem ver nas telonas no próximo ano? 2015 nem chegou ainda e já temos grandes promessa pra 2016 que são: o Batman Vs. Superman e o X-Men: Apocalypse, que já estou ansioso pra conferir...

É isso galera! Não abusem muito nas festas de final de ano, hahaha... Desejo a todos um feliz 2015 cheio de novas realizações para todos que passam aqui pelo blog! 

Nos vemos na próxima!

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

[Música] Para Zanarkand



Acredito ser desnecessário apresentar aos queridos leitores deste blog o game Final Fantasy X, certo? Clássico do PS2, favorito de muitos, remasterizado para o PS3, Vita e em breve para o PS4, tem a infame risada de Tidus e Yuna linda fofa maravilhosa <3 e etc. Nessa game também há uma das faixas musicais mais marcantes da série, a minimalista To Zanarkand.

Composta por Nobuo Uematsu, a trilha é o tema principal do FFX e é tocada apenas com um piano. Ela pode ser ouvida no menu principal e em vários momentos importantes, além de receber também rearranjos. A composição também está presente em Dissidia: Final Fantasy, Dissidia 012 Final Fantasy, Theatrhythm nome difícil da porra Final Fantasy, Thea… (recuso-me a escrever o resto) Final Fantasy: Curtain Call e no bizarro crossover caça-níquel Dragon Quest & Final Fantasy in Itadaki Street Portable.


A faixa é de uma simplicidade marcante e é impossível não ficar com ela na cabeça. Apesar de ter minhas ressalvas sobre a qualidade do enredo do décimo título da franquia não me apedrejem, é inegável que ele tem um elo emocional muito forte com os fãs, principalmente se levar em conta a época em que o jogo foi lançado. E todas essas memórias afloram com To Zanarkand e a frase impossível ler e não ouvir a voz de Tidus “Listen to my history… This may be our last chance”. Enfim, falei tanto mas qual é o propósito desse post? Compartilhar versões legais dessa música, queridx leitor(a). Ouça abaixo:

O original

Acho essa a melhor de todas, até mesmo que a original!

Com o violão

Versão a capella. Achei interessante

No violino. Bonitinha

O segundo melhor rearranjo na minha opinião. O órgão e os sinos dão um clima sombrio e religioso que combina muito com Yevon

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

[Animação] Garotos do Século Perdido

Como foi o Natal de vocês? Comeram muito?

Hoje venho compartilhar com vocês a animação que eu fiz junto com o meu grupo lá na faculdade de Design de Games nesse último semestre!



"Garotos do Século Perdido" é uma animação feita com base em uma cena do filme Akira, inspirando-se no traço do mangá 20th Century Boys. Nela, grande parte do mundo sofre com a falta d'água e 3 garotos, Kaneda, Tetsuo e Yamagata, sobrevivem em um cenário pós-apocalíptico de uma cidade. Porém, algo de inesperado acontece com os garotos...





Pra ser sincero, não curti muito animar, mas não posso deixar de dizer que o resultado me agradou bastante, ficou bem melhor do que eu achei que ia ficar XD

Espero que vocês tenham gostado, deixem as suas opiniões nos comentários!

(Fantasy Dreamers Project) Capítulo 5



Fala aí galera!

Antes de mais nada, venho (meio atrasado) em nome de todos esses malacabados desejar aos nossos leitores um Feliz Natal! Esperamos que tenham passado esse dia na companhia de pessoas queridas e aproveitado bastante os prazeres das mesas natalinas, além de, é claro, colocar a jogatina em dia, hahahah... Afinal, feriado é pra tudo isso!

E, em segundo lugar, como sei que vocês estavam ansiosos (só que não) pelo próximo capítulo dessa nossa história maluca, trago-o para a vossa apreciação!

- Capítulo 5 - Corra!

Espero que gostem de mais esse pedaço do conto! Como sempre, dúvidas e comentário são sempre bem vindos! Vou curtir muito ouvir o que você tem pra dizer dessa história!

Não se esqueçam que tanto esse capítulo quanto os anteriores estão disponíveis também na página oficial do projeto!

É isso, nos vemos em breve!

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

(Let's Watch) Os super-heróis estão tomando as telas das TV's




Fala galera!

Quem me conhece mais de perto, sabe que além dos games eu tenho mais duas grandes paixões: Leitura e Séries de TV, no meu "portfólio" você encontra séries de TV como: Game of Thrones, The Walking Dead, Once Upon a Time, Arrow, Agents of S.H.I.E.L.D., Revenge, True Blood, The Big Bang Theory, Friends e até mesmo Glee (me julguem, hahah) e desde o ano passado eu percebo que tem aumentado exponencialmente a demanda por séries de TV focadas nos universos dos quadrinhos e é exatamente sobre essas séries que eu quero falar hoje!

Das que estão "na moda" eu assisto a Marvel's Agents of S.H.I.E.L.D. e Arrow, mas tem mais duas que tem me chamado bastante atenção e que pretendo começar a ver em breve, que são Gotham e The Flash.

MARVEL'S AGENTS OF S.H.I.E.L.D.


A história de Marvel's Agents of S.H.I.E.L.D. (MAoS) é focada no agente Phil Coulson (dado como morto no final da história do filme  The Avengers (Os Vingadores)), que recebe do próprio Nick Fury, aka Diretor da S.H.I.E.L.D., a missão de reunir um grupo multidisciplinar de agentes para investigar a existência e influência de artefatos alienígenas deixados aqui na terra. Nesse cenário ele reúne os gênios Fitz e Simmons, especializados respectivamente em engenharia e biologia, os agentes de Campo Grant Ward e Melinda May e eventualmente, eles encontram a hacker Skye que decide se juntar à S.H.I.E.L.D. e treinar para ser uma agente.

A minha opinião sobre a série é super positiva, no começo ela é fraquinha, mas vai tomando forma conforme passam os episódios e fica simplesmente irresistível, ainda bem que deixei acumular alguns episódios, porque quando se acaba de ver um é difícil esperar pelo próximo. Uma coisa curiosa que a Marvel trouxe para a série é a conexão com os filmes, por exemplo, é recomendável que você assiste os Vingadores antes de começar a ver MAoS e, no meio da primeira temporada, é recomendável que você assista o segundo filme do Thor e do Capitão América, para acompanhar alguns detalhes do enredo... Mas, nossa Bruno, se eu não ver os filmes não vou conseguir acompanhar a série? Não foi isso que eu quis dizer meu querido, o que disse é que os filmes trazer um background bacana para a série e influenciam indiretamente alguns acontecimentos da série... Mas convenhamos que, assistir às super produções da Marvel não é lá nenhum sacrifício, certo?

ARROW


Arrow é uma série da DC Comics, baseada na história do milionário Oliver Queen, que sofre um acidente de barco e passa 5 anos preso em uma ilha, a história da série se inicia depois desse acontecimento. O Oliver que volta para casa não é o mesmo que deixou Starling City anos atrás, o sofrimento que passou na ilha o fizeram amadurecer e se tornar um guerreiro muito habilidoso e retorna com uma missão de vingar os pecados do pai dele, que também estava no navio e tornar Starling City um lugar mais seguro. Alguns parceiros se juntam à ele nessa cruzada, como o ex-militar John Diggle e a linda da Felicity Smoak. Além de salvar sua cidade, Oliver se vê cercado de problemas com a sua família, com a empresa que a leva o nome da sua família e com os seus amigos, que ele precisa conhecer novamente.

Arrow é sensacional desde o princípio, repleta de ação, de drama e de comédia, pra mim é uma série redonda, tem tudo na medida certa e olha que para eu estar falando isso é muito difícil, já que sou fanboy declarado da Marvel, recomendo fortemente pra quem estiver procurando uma série completa pra assistir!

THE FLASH


A série The Flash surgiu como um spin off de Arrow, à princípio Barry Allen seria apenas um personagem recorrente em Arrow, um interesse amoroso para Felicity, mas a DC Comics percebeu que poderia mamar, digo, lucrar mais um pouco com uma nova série e, por isso, Barry fez apenas uma aparição em Arrow e já ganhou o seu próprio horário na telinha. A série estreou esse ano, tendo como ponto de partida os eventos que acontecem após a aparição de Barry Allen em Arrow.

Eu não posso opinar efetivamente pela série, porque eu ainda não comecei a ver, mas não passa de janeiro, falta só por Agents e Arrow em dia para que eu possa iniciar. Mas vi alguns trailers e trechos e me parece que a série está excelente. Uma curiosidade também é que o ator que faz o Barry/Flash é o Grant Gustin, um ator que foi lançado na segunda temporada de Glee, como o malvado Sebastian.

GOTHAM


Como o nome sugere, a série se passa em Gotham City (que inusitado) e se inicia após a morte dos pais do Bruce Wayne, que anos depois se tornaria o Batman. A história é focada no detetive James Gordon, aquele que um dia virá a ser o comissári Gordon, é aquele mesmo que manda os sinais de luz para o Batman, indicando que há perigo na cidade.A série também estreou esse ano e está sendo muito bem avaliada. Não é propriamente uma série de super-herói, mas se passa no universo de um e conta a gênese de alguns dos vilões mais conhecidos da DC, como por exemplo o Pinguin que, ao que parece, é o principal antagonista da série.

Outra série que ainda não comecei a ver, mas que está na fila, parece ter um clima meio policial e talvez seja a mais diferente de todas que citei aqui.

É isso aí meu povo! E vocês, também curtem séries de TV? Gostam dessas de super-heróis? Não esqueçam de deixar os comentários aqui!!!

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Terminei mais um jogo, e agora? O que eu faço?


Bom galera, acabei de platinar o Tales of Hearts R e resolvi escrever aqui um pouco do que achei dele. Leve em consideração que nunca joguei nenhum jogo da série "Tales of" antes, então infelizmente não tenho uma base para efeitos de comparação.

Prós 

- O combate é excelente. Pelo pouco que eu conheço, não perde em nada pras versões de mesa. Os comandos não ficaram confusos e é possível usar atalhos via touch para comandar a party durante a luta. O jogo roda sem nenhum engasgo.
-  O enredo é digno. Nada completamente profundo, mas nada que te deixe sem vontade de saber o que vem pela frente. Personagens interessantes e cada um com sua personalidade bem aproveitada.

Contras
- A localização é simplesmente horrorosa. Mesmo eu não tendo um inglês bom, eu consegui achar alguns erros. Não tiveram o menor trabalho, parece que foi feito no google tradutor 
É simplesmente um porre o fato do protagonista ter o nome alterado na versão ocidental, sendo que você escuta o nome original já que o jogo não veio com dual audio.
- O level design das cidades e dungeons é excessivamente simples. Creio que é assim por ser um jogo feito pro DS e posteriormente portado pro Vita.
- O conteúdo post game é bem escasso. Só coletar algumas shadow gems para enfrentar nossas sombras, uma dungeon com seu boss supremo e cinco batalhas na arena. Obs: a dungeon eu terminei em cerca de 1~2h.

Apesar de eu ter listado mais pontos negativos, eles são de pouco peso comparado aos prós. Afinal, se um RPG tem um bom combate e uma narrativa interessante, já é o suficiente =)

Minha nota final: 8,5

MAAAAAASSS....


meu intuito principal nesse post não foi falar do Tales. Agora que acabei ele, fiquei meio sem idéia do que jogar (depressão pós platina).
Estou querendo algo simples antes de começar o Conception II. Jogar 2 jRPG's seguidos é muito cansativo pra minha pobre mente.

Vou listar alguns dos games que tenho no momento e quero opiniões. A principio vou só terminar o game, mas se eu curtir e for fácil vou correr atrás da platina também.

  •  Batman: Arkham Origins Blackgate (tava com desconto na PSN e peguei por pegar)
  •  Lego Marvel Super Heroes (tava com desconto na PSN e peguei por pegar)
  •  Sly 2/3 (tava com desconto na PSN e peguei por pegar)
  •  Playstation All-Star Battle Royale (plus content)
  •  Velocity Ultra /2x (plus content)
  •  The binding of Isaac: Rebirth (plus content)
  •  Escape Plan (plus content)
  •  Spy Hunter (promoção na Saraiva, consumismo falou forte)
  •  Lego Chima Laval's Journey (Ricardo Eletro Edition, 30R$)

E ai? Sugestões no comentário por favor =p
Obs: Só estou pedindo opiniões porque não tem um Hannah Montana pra Vita, se tivesse estaria jogando ele 24/7 HUEHUEHUE!






domingo, 21 de dezembro de 2014

[Arte] O mundo fantástico e misterioso de Yoshitaka Amano



Se você é fã da franquia Final Fantasy, a chance do nome Yoshitaka Amano não ser estranho é bem alta. Afinal, ele é o responsável principalmente pelos logos dos títulos da série, além de cuidar das ilustrações, imagens promocionais e design dos personagens dos games mais antigos. Atualmente, o trabalho dele é bem pouco presente dentro da Square-Enix, o que é uma pena porque a arte dele é realmente linda e única (só a Squenix mesmo pra ter um artista desses em mãos mas usá-lo basicamente pra fazer o desenho dos títulos ¬¬'). Seu portfólio é bem extenso, destacando-se além dos bicos nos FFs seu trabalho com a série de light novels Vampire Hunter D, a arte da novela The fuderoso Sandman: The Dream Hunters (gente, o japa já trabalhou com o MESTRE Neil Gaiman, quer mais respeito??), e a história e arte de Tenshi no Tamago, uma animação surrealista cult que é conhecida como uma pintura animada (tipo, "só" isso).

Essa cena dispensa comentários, não é mesmo? :')


A arte de Amano é bem característica. Utilizando da técnica de litografia, pintando com tinta acrílico e ainda recebendo influências do ukyio-e, a pintura tradicional japonesa, o artista cria obras raras, misteriosas e belíssimas. Também vejo influências do clima místico e misterioso do Simbolismo, além dos rebuscamentos e da elegância típicos do Art Nouveau não que eu seja um curador de arte :P. Os traços são levíssimos, quase invisíveis, e tudo tem um visual exótico e mágico, quase como que seus enigmáticos personagens estivessem saído de outro mundo. O que acho bem interessante no seu trabalho é a forma que ele mistura as temáticas medievais e futuristas presentes nos jogos da série Final Fantasy com elementos estéticos orientais, tanto japoneses quanto vindos do Oriente Médio. Vemos muitos ornamentos, colares, tecidos e cores diversas (ou não tantas, ele trabalha com o monocromático muito bem também). Mas enfim, pra quê falar quando você pode ver? Veja abaixo uma seleção com mais algumas imagens desse grande arti:

Artwork da Crystal Tower, de Final Fantasy III

Uma das boxarts japonesas de Final Fantasy XI (e a mais linda da série, na minha humilde opinião)

Essa aqui veio de Mateki: The Magic Flute, interpretação feita por Amano da ópera homônima de Mozart

Maten, um artbook de Vampire Hunter D






























sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Jogos mais aguardados de 2015


Bom, 2014 está acabando, os lançamentos estão diminuindo.......partiu falar dos lançamentos do próximo ano?
Hoje venho aqui compartilhar com vocês a minha lista de jogos mais aguardados e hypados de 2015!
Vamos lá:

Final Fantasy Type-0



Confesso que eu tinha perdido o interesse pelo game, mas desde que o Bruno aqui do blog fez uma
análise dele (leia aqui) e que anunciaram uma versão HD pra nova geração de consoles, minha vontade de jogá-lo aumentou consideravelmente, é um dos meus títulos mais aguardados pro próximo ano!

Final Fantasy XV



Então, quanto a esse aqui, é mais o hype pela Demo do que por um possível lançamento, já que considerando o tempo todo que já nos fizeram esperar, duvido que o lançamento esteja perto...aposto que nem o anúncio da data de lançamento está perto de acontecer hahaha XD

Mesmo assim estou curioso para finalmente testar o game e sentir a gameplay.

The Order 1886



Jogo muito interessante, pelo que mostraram até agora. Só tenho medo de ser um jogo onde sua maioria são cutscenes cinematográficas com uma pequena interação, mas aparentemente parece ser um título que promete muito.

No Man's Sky



Um indie que chamou a minha atenção, onde podemos explorar um universo inteiro, onde tudo é aleatório. Parece ser uma experiência bem interessante, quero conferir esse game.

Atelier Shallie



O último que joguei foi o Atelier Ayesha, e apesar de ter curtido, acabei deixando de lado o jogo seguinte, o Escha & Logy, pois acabei jogando muitos Ateliers um muito em seguida do outro, me deixando de certa forma enjoado da série. Porém, estou interessado em voltar para a série com esse Shallie.

The Last Guardian



Será? É mais a espera por um novo trailer ou possível gameplay que venham mostrar em algum evento do próximo ano, completamente impossível de ser lançado em 2015.

Acho que até o FFXV tem mais chance de ser lançado dentro de um ano XD

Tales of Zestiria



Esse jogo...um dos meus maiores hypes pro próximo ano. Um Tales of novo, mas pra antiga geração, porém é o game mais open-world que a série já teve, muito empolgado para o lançamento no Ocidente.

Dragon Ball Xenoverse



Faz um tempo que não compro um jogo do Dragon Ball, mas esse me chamou a atenção principalmente pela criação de personagem, e como aparentemente ele está inserido no universo do jogo/anime/mangá. Bem possível que eu jogue ele, quero dar uma conferida nisso tudo que estão mostrando de novo.

Hyperdevotion Noire: Goddess Black Heart



Um spin-off da série Neptunia, é um SRPG pro Vita onde a principal dessa vez é a deusa Noire. Estou empolgado para jogar esse título e ver esse universo com outra gameplay.

Hyperdimension Neptunia U



Outro spin-off de Neptunia pro Vita, só que esse aparentemente é um hack and slash. Também me deixou curioso para jogar.

Bloodborne



Só joguei o começo de Dark Souls 2, mas já pude perceber como esses jogos sabem deixar seus jogadores extremamente preocupados em perder uma vida. Bloodborne parece estar igualzinho quanto a isso em relação a série Souls e estou curioso em ver que bosses nos aguardam.

Persona 5


Persona! Finalmente pararam de milkar o 3 e o 4 e decidiram anunciar o 5! (na verdade não, estou olhando para vocês, Persona Q e Persona 4 Dancing All Night).

Estou no aguardo por mais informações sobre ele.

Xenoblade Chronicles X



Uma das razões de eu querer ter um Wii U, parece ser um ótimo RPG, com certeza vou conferir...no Youtube T_T

Disgaea 5



Finalmente o próximo Disgaea foi anunciado, e será lançado no próximo ano tanto no Japão quanto no Ocidente!

Também é um dos meus maiores hypes pra 2015, pelo que mostraram esse tem tudo pra ser o melhor Disgaea já lançado(ao meu ver).


E essa foi a minha lista de jogos mais aguardados para 2015. Escrevam ai nos comentários quais são os seus maiores hypes pra esse próximo ano XD

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Não tenho nada o que jogar, e agora?


Espere ai, o titulo está dizendo que eu não tenho o que jogar? Isso me parece errado não?


Novamente, colocando essa imagem em um post meu

Esse post faço dedicado as pessoas que sempre dizem que "Está sem vontade de jogar" ou que "Não tem nada para jogar". Esse problema era muito comum na época de ouro da pirataria dos consoles, que ao meu ver foi nos saudosos PlayStation 1 e 2, porém, anos se passaram, chegaram os consoles das novas gerações, as interações online passaram a ser essenciais e com elas a pirataria foi embora.

Quem nunca pirateou?

Nessas gerações predominaram o uso de jogos originais, ao menos aqui no Brasil, isso ficou bem visivel. O grande problema é que jogos para consoles saem com valores fora do real, de 150 a até 230R$, absurdo não? Ainda mas se você levar em conta que jogos nos EUA são lançados a 60$ (165 R$ no dolar atual! Se o dolar estivesse a 2R$ como já esteve a um tempo atrás, sairia por 120R$). Mas com o tempo, vem promoções, Black Friday, Cyber Monday, desconto na PSN e Live toda semana e por ai vai, e a Steam então? Quem é PC Gamer nessa época do ano se da muito bem, vários jogaços a preços baixissimos. Qual o resultado tudo isso? Muitos jogos para jogar! E é esse tema que vou tratar hoje (Sim, enrolo muito pra começar realmente meus posts haha).



Costumo tratar isso como um problema, afinal, me vejo essas horas como exemplo. Tenho PlayStation 3 e PlayStation 4, e Vita até um tempo atrás se eu não tivesse estragado ele... Mas isso não vem ao casa. E posso falar que apesar disso tenho jogado 'pouco' (Depende do ponto de vista, se 2h por dia considero pouco haha). Mas é por falta de jogos? Nem pensar, abaixo farei uma pequena lista do que tenho que zerar ainda:

- Max Payne 3 - Apesar de ser jogão, não sei porque nunca me da vontade de iniciar o jogo...
- Tales of Xillia - Crie muito hype por esse jogo, fiquei empolgado ao comprar por apenas 10$ na PSN, e depois de mais de um ano que comprei ele, totalizo umas 5h de jogo.
- Need for Speed: Most Wanted (2012) - Comprei, baixei, joguei umas corridas e encostei
- Tomb Raided (Reboot) - Peguei compartilhado no PS3, não joguei... Peguei de graça na PS Plus, não joguei... Comprei a versão definitiva no PS4, não joguei... Dá pra explicar isso?
- Borderlands 2 - Jogo maravilhoso que recomendo a todo mundo, joguei 10h e dropei, mesmo amando o jogo e não sinto vontade de voltar a ele.
- inFAMOUS: First Light - Sempre adorei a temática, platinei todos os outros jogos da série, comprei e nunca comecei
- Kingdom Hearts HD Remix 1.5 - Zerei o jogos milhares de vezes no PS2, quis re-jogar remasterizado, joguei algumas horas e encostei.
- LEGO Marvel Super Heroes - Não sei, gosto e não gosto de jogos Lego, outro que peguei com desconto e não joguei.
- Demon's Souls - Todos falam bem, matei 4 chefes, fiquei uns dias sem jogar e nunca mais voltei.
- Bioshock: Infinite - Não joguei nenhum jogo da série, quis começar esse, não me adaptei o jogo e larguei,
- FarCry 2 - Outro que peguei e nunca joguei
- Resident Evil 6 - Esse peguei no lançamento, paguei uma 'fortuninha', e nunca nem iniciei o jogo, hoje em dia estaria por menos de 20$.

Chega de jogos, se não ficaria um mês inteiro escrevendo esse post.

Agora, quais os motivos que leva a alguém a comprar um jogo e mal/nunca joga-lo? Irei dizer o que penso sobre assunto.

Hype
Watch Dogs, umas das maiores decepções do ano!

Hype é ao mesmo tempo o melhor e o pior sentimento que uma pessoa pode ter. Porque? As empresas responsáveis pelos jogos soltam algumas poucas informações sobre o jogo, imagens, trailers que deixam qualquer jogador empolgado. E muitas vezes acaba 'enganando' o consumidor, afinal, essa é a tática de quem está querendo vender o produto para você. E muitas vezes, isso é péssimo.

Eu mesmo já me empolguei muito com diversos jogos e quando finalmente conseguir jogar, me decepcionei em dobro e acabo encostando o jogo. A minha dica é, hoje com todo acesso que temos a Reviews, videos e qualquer outro tipo de recurso, ele tem que ser usado para antes tomar uma decisão final na hora da compra, afinal, com esse preços altissimos não podemos mas gastar como se tivesse comprando um jogo pirata.

Descontos

Durante o ano todo nos deparamos com os mais diversos descontos, de tudo qualquer tipo de produto, principalmente Games. Você muitas vezes compra alguns jogos que nem te despertam muito o interesse por causa que está 'muito barato' e dificilmente você vai encontrar tal jogos por esse preço, ou ao menos não tão rápido.

É normal em tal tipo de promoção a pessoa comprar pelo menos 2 jogos ou mais, e com isso, o acumulo de jogos vai aumentando, geralmente quanto maior a coleção, maior é o desanimo em querer completar todos.

Tempo


Esse é o grande vilão principalmente de boa parte dos Gamers atuais (Que acredito eu ser na maioria adolescentes/adultos, mas não tenho certeza)Tempo. A lógica é básicamento essa "Tenho tempo para jogar, mas não tenho dinheiro pra comprar jogar. Arranja um trabalho, agora tem dinheiro para comprar jogos mas não tem tempo para jogar", é um problema comum não? E muitos jogos hoje em dia (Principalmente os chamados AAA), tem grande foco no enredo, e jogar apenas uma 1h você praticamente nem desfruta do jogo, e com tal pensamento que muitas pessoas deixam de começar algum jogo.

Falta de Vontade

Ou a pessoa sente falta de vontade de jogar, você tem jogos, tem tempo, tem dinheiro mas falta vontade, e isso pode ser ocasionado por 3042354382328423 motivos, geralmente é porque a pessoa não achou um jogo que seja do real interesse dela, afinal, jogar por jogar não é diversão.

Apenas falei um pouco sobre o assunto pois é algo que vejo constantemente nessa geração, ainda mais que ultimamente os jogos estão apenas evoluindo graficamente e sem nenhuma "grande novidade", os jogos estão cada vez mais genéricos e menos criativos, nos resta esperar para ver como o mercado dos jogos vai se comportar daqui os anos.

Lembrando que o texto descrito tem como base meu ponto de vista sobre o assunto, se discorda de algo ou acha que está faltando algo, comente.

Segundo alguns amigos meu, essa falta de vontade que sinto ao jogar algo é frescura, e as vezes concordo com isso haha


quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

O que de fato eu joguei em 2014


Se você costuma ler esse blog e nos acompanha desde o início, sabe que no começo do ano nós fizemos alguns textos falando sobre o que jogaríamos nesse ano, lembra? Não né? rsrs... Caso queiram refrescar a memória você pode reler o meu texto e o texto do Andrey

Aí você me pergunta: "E aí Bruno, o que você jogou dessa big lista aí?"

Eu poderia te dar uma resposta bem curta e dizer: "Nada! Hahahah..."

Mas também não fui tão relapso assim com a jogatina, 2014 foi um ano meio doido, tudo passou meio rápido, tive TCC nesse meio tempo, me formei, mas no meio disso tudo consegui jogar, ainda que não da maneira e na quantidade que eu gostaria.

O começo do ano foi dedicado ao Lightning Returns, toda a equipe desse belo blog estava dedicada na jogatina, jogamos muito, gastamos muitas horas no Whatsapp falando sobre isso e aqui no blog também tentamos passar um pouco do jogo e tentamos por essa história maluca em ordem, hahah...

Depois do Lightning Returns eu me direcionei pro Castlevania: Lords of Shadows 2, ainda seguindo a lista que postei, nesse meio tempo peguei também o Dragon Ball Z: Battle of Z, mas só joguei um pouquinho, com a promessa de voltar depois do Castlevania, só que não, hahahaha...

Com muito esforço, terminei o Castlevania (não que o jogo seja ruim, o tempo é que tava escasso mesmo, e a preguiça grande também, hahaha...), Depois entrei num completo Hiatus na jogatina, focando mais nos estudos (que mentira) e pondo as séries em dia, Decidi começar a jogar alguns dos jogos que estavam aqui parados, aí peguei o Kingdom's of Amalur: Reckoning e o Final Fantasy Type-0 no PSP, mas logo parei também porque um convidado inesperado chegou: o Middle Earth: Shadow of Mordor, que apresentei pra vocês na semana passada.

O Naruto: Ultimate Ninja Storm Revolutions peguei só essa semana, mas só joguei uma luta, pra sentir o jogo e mais nada, o foco é tentar terminar o Shadow of Mordor ainda em 2014... Será que eu dou conta?

Não sei se repararam, mas podemos definir 2014 como o ano dos títulos grandes nos jogo, nunca vi tanto nome grande reunido: Lightning Returns: Final Fantasy XIII, Castlevania: Lords of Shadows, Dragon Ball Z: Battle of Z, Middle Eart: Shadow of Mordor e por último, mas igualmente grande Naruto: Ultimate Ninja Storm Revolutions, hahahah...

Ufa, melhor parar por aqui! E vocês, o que jogaram em 2014?

(Fantasy Dreamers Project) Capítulos 3 e 4


Fala aí galera!

Faz tempo que não venho aqui pra falar do meu, do seu, do nosso projeto Fantasy Dreamers, hahahaha...

A verdade é que eu quis dar uma boa adiantada na história, pra deixar ela mais "consistente" antes de publicar os capítulos, até pra saber se eu não precisaria mexer em eventos passados, acho que está tomando forma, estou pra iniciar o capítulo 9, mas escrever é uma tarefa que demanda uma matéria prima rara esses dias: criatividade, hahah... Tem épocas que eu não consigo escrever, aí leio tudo de novo pra dar um fôlego na história, enfim, sem mais delongas, aqui estão eles:

- Capítulo 3 - Ameaça?!
- Capítulo 4 - A interceptação

Eles também estarão disponíveis, junto com os capítulos anteriores, na página oficial do projeto!

Críticas, comentários, sugestões são sempre bem vindas!
Espero que gostem!
Até mais!

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

[Livro + Old School] I Have No Mouth, And I Must Scream


 “Ódio. Deixe-me dizer-lhe o quanto aprendi a odiá-lo desde que comecei a existir. Há mais de 500 milhões de quilômetros de circuitos impressos em fitas da espessura de uma hóstia que compõem o meu sistema. Se a palavra ódio estivesse gravada em cada minidecimilimícron dessas centenas de milhões de quilômetros não seria comparável à bilionésima parte do ódio que sinto dos seres humanos nesta fração de segundo por você. Ódio. Ódio”

Imagine o pior destino possível para a humanidade. A pior versão do fim do mundo. Pensou? Agora multiplique por 10. Pronto, isso é o que você vai ver em I Have No Mouth, And I Must Scream, conto macabro escrito em 1967 por Harlan Ellison, norte-americano considerado um dos mais importantes escritores de ficção científica e horror (mas que, bizarramente, tem nenhuma obra publicada no Brasil :P ). E em 1995, o conto recebeu uma adaptação para o mundo dos games pela finada The Dreamers Guild, expandindo o seu enredo.

Tudo tem início com as tensões crescentes da Guerra Fria, que não tarda a explodir na temida III Guerra Mundial, dessa vez protagonizada pela China, Rússia e Estados Unidos. Na corrida tecnológica causada pelo conflito, cada um dos três países desenvolve um supercomputador com capacidade de raciocínio superior ao do ser humano: o AM – Allied Mastercomputer. Com o tempo, um dos AM começa a desenvolver consciência própria, não demorando para absorver os dois computadores restantes e, assim, ter o controle de toda a guerra.

Quase sempre pensava em AM como uma coisa neutra, sem alma; mas o resto do tempo imaginava como pessoa, no masculino.., paternal patriarcal e muito ciumento. Ele. Ela. Deus no papel de Papai Tresloucado”

E assim ele salva todas as pessoas e cria um mundo de paz onde todos cantam e correm por um campo de flores? Erradíssimo. O AM cresceu para se tornar uma entidade egocêntrica a ponto de mudar a origem de seu nome para “I think, therefore I AM” (“penso, logo existo”) e, acima de tudo, preenchida e governada por um ódio e desprezo imensuráveis pela raça humana. Na sua repulsa, ele destruiu todos os seres humanos e transformou o planeta em um lugar inabitável.

Jamais nos separaríamos dele, daquele interior cavernoso da máquina criadora, do mundo sem alma, friamente racional, em que se havia convertido. Ele era a Terra e nós seus frutos; e embora nos tivesse engolido, seria incapaz de nos digerir”

Ou quase todos os humanos. Quatro homens e uma mulher foram mantidos vivos por AM, por um motivo muito simples. Destruir a vida humana não era suficiente para o ódio da máquina. Ela precisava de mais para expressar tudo que ela sentia. Os cinco sobreviventes passaram assim a ser meros brinquedos nos sádicos jogos de AM. O computador os fazia alucinar, os torturava de todas as formas possíveis, modificava seus corpos, fazia-os passar fome Mas nunca os matava ou deixava que eles morressem. E desse jeito eles suportaram 109 anos de crueldades, quando a história do conto e do game tem início.

A luz começou a se filtrar lá do alto e percebemos que devíamos estar bem perto da superfície. Mas não tentamos rastejar para ir verificar. Não havia praticamente nada ali fora — fazia mais de um século que não existia nada que se pudesse considerar como alguma coisa. Apenas o revestimento crestado do que outrora servira de morada para bilhões de criaturas vivas. Agora os únicos sobreviventes éramos nós cinco, aqui dentro, no fundo, sozinhos com AM.”

Por ser um conto, IHNMAIMS (abreviação mais medonha que o título O.o) tem uma narrativa bem curta e sem muito espaço para desenvolvimento. No entanto, o pouco mostrado já passa uma grande carda de morbidez e melancolia. Sendo os únicos seres vivos de um planeta inóspito e incapazes de morrerem, os personagens perderam qualquer esperança, senso moral e até mesmo racionalidade: o que vemos são seres humanos em processo de transformação em animais. Esqueça a GLaDOS, de Portal, ou o HAL 9000, de 2001, AM é um sádico de primeira e tortura-os de todas as maneiras imagináveis. Cada página é marcada por angústia e crueldade. O próprio título já deixa claro esse sentimento: “Eu não tenho boca e devo gritar”. Um grito é a expressão máxima de descontentamento, seja originado por ira ou por desespero. Mas e quando não há como expressar esse sentimento? E quando ele é tão grande que nada é capaz de exprimi-lo? O que sente quem é invadido pelo ódio ou pela agonia de forma absoluta? Essa é uma história pesada mas com um pano de fundo grande demais para ela mesma. E é aí, para ajudar a complementar a trama, que entra o game…

O Jogo


Essa criatura encurvada já foi um homem um dia, acredite
O game tem em comum apenas um trecho do conto, tendo todo o seu enredo bem diferente. Nele, AM realiza um jogo com os personagens e promete que se eles vencerem eles serão liberados da tortura. Assim, você deve escolher cada um dos cinco para solucionar o enigma de seus respectivos cenários ao mesmo tempo que descobre mais sobre o pano de fundo deles (pouco revelados no conto original).

Repare na criança deitada na maca, no clima de laboratório, no sangue no chão e nas cores nazistas. Agora pode usar a imaginação
As mudanças no enredo são bem-vindas e oferecem uma perspectiva diferente da história original sem fugir do seu tom. Saber mais sobre os personagens os deixa mais profundos e os finais alternativos dão um enriquecimento. O desfecho, no entanto, foi um pouco desapontador. Tudo bem corrido, mal explicado e viajado, deixou a desejar e não faz jus ao restante do produto. Mas, felizmente, não estragou a experiência tida.

Da esquerda para a direita: Ted, Benny, Ellen, Gorrister e Nimdok.
Os cenários criados por AM são bem dolorosos. Cada um dos personagens possui um problema, um trauma, um remorso, e AM explora tudo isso a fundo. Ellen tem fobia extrema à cor amarela, Gorrister é um suicida, Benny era um rígido militar que teve seu corpo alterado para ter a forma de um símio, Nimdok (nome dado por AM) era um cientista em campos de concentração nazista que agora apresenta problemas de memória e Ted sofre de paranoia e delírio.

SMT feelings
Os personagens são interessantes e suas histórias são marcantes (destacando-se mais por isso que pelas suas personalidades). O destaque vai para Nimdok por lidar com o cenário pesadíssimo das experiências nazistas. No entanto, há alguns problemas de caracterização e de censura. Às vezes, Ellen não demonstra o sofrimento que deveria demonstrar estando nessa situação (culpa tanto da dublagem quanto do roteiro, que adicionou sarcasmo à personalidade dela). Além disso, há um aspecto um tanto “notável” sobre sua sexualidade que foi cortado no jogo (justificável, leia o conto e entenderá). Outro a ter sofrido cortes na sexualidade foi Benny, que era homossexual no conto mas ganhou uma esposa (?!) no game. Talvez justificável pela época em que o game foi lançado, mas que não faz tanto sentido pelo conteúdo que ele traz. Porém, felizmente, esses detalhes não chegam a afetar a experiência geral.

AM - o maior hater da história
Sua jogabilidade é a de um adventure/point 'n click bem tradicionais. Ou seja, você tem um personagem estático no cenário e deve clicar nos objetos para que ele se locomova e interaja. Há oito opções de interação (walk to, look at, take, use, talk to, swallow, give e push) e ainda um inventário com itens a serem utilizados no decorrer do jogo. No canto inferior esquerdo da tela é mostrado o rosto do personagem com um fundo que muda de cor. Ações boas o torna mais verde, enquanto ações más o deixa mais escuro. O objetivo é tomar as decisões certas para frustrar AM e provar que a humanidade ainda é digna.

O.o
E é na jogabilidade que encontramos o calcanhar de Aquiles de IHNMAIMS. A dificuldade do jogo é bem elevada devido à pouquíssima lógica presente nos puzzles. Por isso, cansar de pensar na forma de progredir e começar a clicar aleatoriamente pelo cenário pode ser bem comum. Porém, muitas ações podem fazer com que o medidor caia sem nenhum aviso ao jogador, sendo recomendado usar um guia para ter uma experiência melhor. Há ainda glitches, pouca precisão no mouse e becos sem saída, criando a necessidade de ter vários saves para poder voltar ao ponto necessário.

Os brinquedinhos de AM em suas gaiolas
A parte sonora é bem competente. Por ser um game antigo, é trilha sonora é bem simples, ou seja, nada de orquestras ou mesmo instrumentos físicos. Mesmo assim, ela cumpre muito bem seu papel, criando uma ambientação bem sombria. A dublagem é, apesar do que comentei sobre Ellen, bem-feita. O destaque vai para Benny, o mais expressivo do quinteto, e principalmente para AM, dublado genialmente pelo próprio Harlan Ellison. Com um tom bem maníaco, ele deu vida ao seu personagem com primor.

A sombra na parede dispensa comentários

É difícil comentar sobre os gráficos pela idade do jogo. Ele é bem datado, obviamente. Mas nada que tenha prejudicado a experiência de alguma forma. Os cenários são bem variados, indo de cavernas povoadas com tribos a pirâmides egípcias. Não há a presença de muito conteúdo violento explícito. As cenas mais brutais são mostradas pelas sombras dos personagens. No entanto, ainda há imagens bastante chocantes, provando que não é preciso de rios de sangue e vísceras expostas para causar calafrios.



Para concluir esse post enorme (rs), meu veredito é: se você está no clima para algo mais sombrio, leia o conto e jogue I Have No Mouth, And I Must Scream. Ambos se completam muito bem, então é melhor ir atrás dos dois. Apesar de algumas falhas técnicas, esse é um título único e marcante e merece ser resgatado. O conto não foi lançado oficialmente no Brasil, mas é possível encontrar traduções de fãs na internet. O game está à venda na Steam por R$11,99.

Gráficos: 8.0 – bastante datado, mas não prejudica a experiência.
História: 9.0 – final mal desenvolvido não estraga o enredo.
Personagens: 8.0 – AM merece os holofotes. Demais têm panos de fundo envolventes, mas poderiam ter mais personalidade.
Som: 9.0 – Ótima dublagem de AM, desempenho competente dos demais. Trilha sonora estabelece um bom clima.
Jogabilidade: 7.5 – Bastante falha, não estraga a experiência mas ajudou a ofuscar o título.
Diversão: 8.5 – Enredo macabro demais para ser ~divertido~. Alta dificuldade pode causar frustrações.

NOTA FINAL: 8.0

 

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