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quinta-feira, 26 de junho de 2014

(FF TYPE-0) UM BOM MOTIVO PRA TIRAR A POEIRA DO PSP



Bom minha gente, já faz um tempinho que não passo aqui para compartilhar nada com vocês, mas agora que mais um semestre acadêmico findou-se tenho a oportunidade de, aos poucos, voltar à minha rotina de jogatina e vagabundagem, hahah...

Foi nesse contexto que o meu querido amigo Cloud, que vocês também conhecem bem, me falou que a versão em inglês do Final Fantasy Type-0 finalmente saiu, mas calma, não é a versão oficial da Square e sim, uma versão feita por um grupo de fãs, extraoficial, mas que não deixa a desejar em nada às traduções oficiais feitas pelos estúdios, é claro que apenas os textos foram traduzidos, o áudio continua em japonês mesmo. Os caras trabalharam muito e trabalharam pesado, deixo aqui registrado também o meu muito obrigado, como fã da série, à eles (mesmo sabendo que eles não vão passar aqui pra ler).

O PSP tava lá praticamente encostado, olhei pra ele, ele olhou pra mim, tirei a poeira, dei uma carga na bateria e comecei a jogar assim, como quem não quer nada, fui conhecendo o mundo do jogo, os personagens, aí comecei de novo pra pegar uns detalhes da história e o resultado é que estou grudado na telinha, hehe... Não consigo jogar muito tempo seguido no PSP, mas sempre que possível to com ele, avançando na história do jogo e simplesmente não consigo entender por quê a Sra. Squenix ainda não trouxe esse jogo para o ocidente que, eu ouso dizer, é melhor que a saga XIII que, como todos sabem muito bem, gerou uma tremenda divisão e irritação entre os fãs de Final Fantasy.

Recentemente, anunciaram que o game está vindo em uma versão remasterizada em HD para o PS4 e para o XONE, o que deixou os donos do PSVita um pouco irritados, já que o game, que fora prometido para o “filho” do Vita, o PSP, agora virá apenas para os consoles Next Gen e não para um portátil, MAS, com toda a certeza, Final Fantasy Type-0 é um jogo que merece ser apreciado em HD, para conhecermos toda a riqueza de detalhes que o game proporciona...

PERISTYLIUM, A HOGWARTS DA SQUERE-ENIX...




O mundo de Type-0 é regido pelos cristais, são quatro cristais, cada um rege um reino e dá uma característica especial a esse reino. O cristal de Suzaku dá aos habitantes a habilidade de usar magia, o de Byakko dá a eles a capacidade de desenvolver armamentos e tecnologia avançada, o de Soryuu dá aos seus habitantes o domínio sobre os dragões e o de Genbu promove aos seus usuários o poder de defesa (escudo). Além de conceder esses poderes aos habitantes de seus reinos, os cristais também podem escolher alguns humanos para fazerem a sua vontade na terra, esses humanos são marcados e ficam conhecidos como L’Cies (já ouvimos essa história antes?), mas ao contrário do que acontece no universo de Final Fantasy XIII, em Type-0 os L’Cies são adorados por todos, porém, esses também tem um foco e, uma vez que o completam, também entram em sono de cristal pelo resto da eternidade.

A nação de Byakko, que é controlada pelo comandante Cid Aulstyne, inicia um ataque para dominar as outras três nações, quebrando assim o Pax Codex (acordo de paz) que havia entre as nações, iniciando uma imensa guerra. Eles disparam um ataque para dominar a região de Rubrum, onde a Peristylium fica e tem uma carta na manga: Byakko desenvolveu uma tecnologia chamada Crystal Jammer que inibe o poder dos cristais, livrando as pessoas de sua influência, ou seja, ao ativar o Crystal Jammer, todos em Suzaku perdem a habilidade de usar magia, quer dizer, quase todos.

Durante o ataque, a população de Suzaku sofre inúmeras baixas, uma vez que está desprovida de seu principal recurso. Tudo parece perdido, até que a esperança aparece e a Classe 0 finalmente chega e, aparentemente, eles não foram afetados pelo Crystal Jammer e conseguem usar os seus poderes. Até então, a Classe 0 é apenas uma importante divisão militar de Suzaku e, com essa característica especial de não serem afetados pelo Crystal Jammer, eles conseguem ajudar a reverter a situação ao desabilitar o dispositivo usado por Byakko, devolvendo a magia à Suzaku.


Durante o game você assumirá o papel destes 14 magos (sim, ladies and gentleman, são 14 fucking protagonistas no jogo, a maior party que já vi em um Final Fantasy, melhor dizendo, a maior party que já vi em um RPG) que após ajudarem durante a invasão, ingressam na Academia de Magia Peristylium, parte integrante do reino de Suzaku.

Além de assistir às suas aulas na Academia de magia, os integrantes da Classe 0 se tornarão parte fundamental no desenrolar dessa guerra entre as nações, enquanto detalhes da história desses jovens também serão revelados.

Eu particularmente achei sensacional o plot, e o interessante é que a história vai envolvendo o jogador logo nas primeiras cenas, em pouco tempo você já está com um ódio mortal de Byakko e torcendo pras outras três nações se unirem para botarem eles pra correr, hahahah...

LUTANDO CONTRA O TEMPO... DE NOVO!!!











Se já não bastasse no LR: FFXIII, em Type-0 temos também a constante luta contra o relógio. Entre uma missão e outra o jogador ganha um tempo “livre”, que pode ser usado para assistir aulas (o que dá XP, melhoramento das magias, etc), conversar com os NPC’s pra ativar eventos e realizar Side quests, porém, o contador de tempo até a próxima missão diminui conforme você realiza essas tarefas. 

Cada evento ativado dentro da Peristylium (aulas e cenas) consome duas horas enquanto as side quests em que o jogador precisar sair de Peristylium consomem de 6 à 8 horas e, PRA PIORAR, só é possível aceitar uma quest de cada vez, embora seja possível pegar itens para completar as outras quests no meio do caminho e entregar tudo na volta à Peristylium, por exemplo, suponha que tenham duas quests e uma exija que mate um determinado monstro e outra exija um determinado item que vende em outra cidade, aceite a de caça, porque mesmo assim você poderá comprar o item para a outra quest e terminar as duas quando voltar para a academia. Se sair da academia tente resolver o máximo de coisas possíveis, porque independente de passar um minuto ou duas horas no world map, o tempo consumido será o mesmo quando voltar para a academia.

Isso é um pouco frustrante, porque há mais cenas e quests do que é possível realizar até o início da próxima missão e, o que você não conseguir fazer ficará perdido, já que, após a missão, mudam todas as cenas e quests. As quests são muito bem recompensadas e é uma pena não conseguir fazer todas e pegar todos os prêmios.

UM MUNDO IMENSO PARA EXPLORAR

É muito mundo, pra pouco tempo livre =/

Até agora já habilitei três cidades, além da Peristylium e estou apenas no começo do jogo, andei pesquisando e realmente o jogo possui um mundo imenso para se explorar, embora tenha lido também que as cidades acabam sendo mais do mesmo, sem muita novidade e distinção entre si. 

Outra crítica é a incapacidade de se explorar as outras regiões, que só ficarão disponíveis nos últimos momentos do jogo, o que é justificável pela guerra, mas ainda assim, triste... De qualquer forma, prepare as pernas porque será preciso andar bastante para concluir Final Fantasy Type-0.

Outro ponto na exploração são os chocobos, na Academia será possível cruzar raças de Chocobo e cria-los para explorar mais rápido o World Map, quem já jogou FF VII sabe mais ou menos como isso funciona, não tem nada de muito diferente, só tenho 2 chocobos e um ovo até agora, e estou com dó de usá-los, visto que só é possível usar um chocobo uma única vez e depois ele some pra sempre, T.T...

E AGORA VAMOS FALAR DE COISA BOA...


Não, não é da Tekpix, vamos falar de gameplay. A jogabilidade do jogo lembra, e muito, ao Lightning Returns: Final Fantasy XIII. As partys são formadas por 3 personagens, você pode escolher 3 entre os 14 antes de começar cada missão, os demais ficam na “reserva” esperando que você coloque eles na missão ou que algum dos seus amigos morram para que eles possam entrar no time. Existem Phoenix Downs no jogo, mas estes são bem raros, o que torna praticamente impossível reviver os personagens durante as missões, é mais fácil trocar um membro caído por algum da reserva e continuar jogando, mas quando eles voltam pra Peristylium todos os que morreram são ressuscitados.

Durante os combates, o jogador controlará apenas o líder da equipe, enquanto os outros dois membros serão controlados pela IA do jogo, de acordo com os princípios das habilidades de cada personagem, por exemplo, colocando Queen na equipe ela se dividirá entre atacar e curar o grupo, Deuce irá por status positivos na party e assim vai, achei a IA do jogo muito competente até então.



Cada um dos botões do PSP recebem uma habilidade do personagem e é aqui que a jogabilidade fica mais parecida com o LR: FFXIII, algumas habilidades podem ser customizadas, como as magias no botão □ e o comando de defesa no botão X, outras são habilidades únicas dos personagens que só podem ser evoluídas e/ou trocadas por outras habilidades únicas, essas ficam alocadas nos botões ∆ e ○. Fora isso, é possível usar itens de cura no menu, apertando o botão start, ou equipar um item para usá-lo rapidamente com o botão select. Enfim, a jogabilidade é bem complexa e vai exigir domínio do jogador para que seja possível vencer alguns desafios do jogo.

Até agora já “experimentei” dois tipos de missões, as mais comuns são as de recuperação de território, onde é preciso recuperar alguma cidade das garras de Byakko, para isso, basta entrar nas cidades e derrotar os inimigos até limpar a mesma, que geralmente possuí um boss no final, essas são mais complicadas e exigem mais estratégia e domínio do joystick para vencer os combates, tem horas que a tela fica repleta de inimigos e a dificuldade dos combates é alta, um inimigo de level 10 por exemplo, pode facilmente derrotar membros da sua party que estejam muitos leveis acima, então é preciso ter cuidado e saber usar os comandos de defesa na hora certa.

Outras missões farão o jogador usar a estratégia e, se você já jogou WAR e gosta desse jogo vai se identificar muito, hahah. Nessas missões, é preciso posicionar os exércitos de Suzaku para batalhas em campo aberto contra o exército de Byakko, aí o jogo vira uma espécie de tower defense, em que é preciso proteger as suas fortalezas e tomar as fortalezas inimigas, é bem interessante, mas até agora bem mais fácil que as missões de invasão.

Derrotar os inimigos garante ao player o Phantoma, uma espécie de energia que varia de acordo com a forma com que o inimigo foi derrotado. E pra quê serve esse Phantoma? Pra melhorar as magias disponíveis para a Classe 0 e para liberar novas magias no Alto Crystarium, isso mesmo, temos Crystarium no Type-0 também, mas num contexto totalmente diferente. Tem o Crystarium apenas, que é uma espécie de biblioteca da Academia onde todo o conhecimento é armazenado, nele é possível revisar registros das missões e das quests realizadas, ler registros históricos sobre o universo de Type-0, assistir cut-scenes novamente e etc. O outro, o Alto Crystarium é utilizado para melhorar as magias, até agora só para essa finalidade.

Tava dando uma pesquisada sobre o jogo e descobri que, de alguma forma, o mundo de FFXIII está ligado com o de Type-0 porque, em algum momento, Gran Pulse é citado no jogo. Outra curiosidade do jogo é que as pessoas não lembram dos seus entes queridos que morrem no mundo de Type-0, elas até lembram que elas existiram, mas não conseguem lembrar o que viverão com aquelas pessoas. Além disso, as summons estão presentes no jogo também, se prepare para reencontrar Bahamut, Shiva, Odin e outros no game, mas eles exigem um preço alto: a energia vital do invocador, ou seja, ao invocar um summon, perde um personagem, sem choro nem vela!

MÚSICA PARA OS OUVIDOS E DELEITE PARA OS OLHOS



Na questão trilha sonora, o jogo é muito competente, mas ainda não ouvi nada que fosse digno de uma menção especial, espere músicas iguais as de outros Final Fantasy’s, temos aquele tema clássico em uma versão um pouco diferente, que eu achei bem legal.

De resto, a dublagem é bem feita, mas é aquela coisa das dublagens japonesas, algumas vozes femininas são extremamente irritantes, hahah. Os sons nas batalhas e tudo mais seguem o mesmo padrão da série, sem muito a acrescentar.

A parte visual do jogo é um show a ser apreciado, os gráficos surpreendem para um jogo portátil, os personagens são muito bem feitos, a arquitetura das cidades e da Peristylium é incrível e te motiva a explorar e conhecer tudo que esse mundo tem para oferecer. As cenas em CG mantém a mesma qualidade do Crisis Core, isso se não forem melhores e ainda assim, o jogo não demora muito nas telas de loading e eu não peguei nenhuma queda de frame rate ainda.

ENFIM...



Acho que já falei de mais pra um único post, heheh... Mas não tem como não se empolgar falando de um jogo tão bem feito, que mostra todo o talento dos desenvolvedores da Squenix. Em terra de jogos tão genéricos, pegar um jogo como o Type-0 é um motivo para se comemorar, e muito!

Com certeza ainda volto aqui pra falar do Type-0, então, até lá! Devo apresentar a Classe 0 na próxima!

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2 comentários:

  1. Muito legal, Bruno!
    E vejo que você já usou aquele lance que eu te expliquei no post :3 huashuasuhashu XD

    Então esses cristais são praticamente fal'cies? E interessante eles mencionarem Gran Pulse, seria uma realidade alternativa?

    E curti o jogo, a minha vontade de jogar aumentou de novo XD
    Com certeza vou pegar pra PS4 \o/

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    Respostas
    1. Sim Mateus, aproveitei o post pra implantar as dicas que vc me passou, hahahah... E aí, curtiu o visual?

      Então, eles são como fal-Cies sim, são as divindades do jogo, cada um defende a sua nação!

      E sim, vale muito a pena o jogo, tenho certeza que vc vai curtir!

      (Obrigado pelo comentário, hahahah)

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