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terça-feira, 6 de janeiro de 2015

[Filme] Crianças Lobo (Ookami Kodomo no Ame to Yuki)


 Ser mãe não é nada fácil. Dar a luz, passar noites em claro, educar os filhos, arrancar os cabelos com as birras das crianças… É, eu poderia fazer um texto só listando os problemas que esses seres abençoados têm ao nos por no mundo <3. E ser mãe solteira? Aí a situação complica porque o trabalho é em dobro e a ajuda é pouca. E ser mãe solteira de crianças meio humanas e meio lobas? WHAT?! Sim, caro leitor, essa é a premissa de Crianças Lobo (Ookami Kodomo no Ame to Yuki), uma animação japonesa dessas que te fazem lembrar porque animes são tão incríveis.


Dirigido por Mamoru Hosoda, mesmo de Summer Wars e A Garota que Conquistou o Tempo (Toki wo Kakero Shoujo/The Girl Who Leapt Through Time), Crianças Lobo conta a história de Hana, uma estudante universitária que se apaixona por um introvertido rapaz que ela logo descobre ser um lobisomem. Ai, Pedro, o que é isso? Crepúsculo made in Japan? Calma, leitor, esse é só um pedaço da história. Com o tempo eles passam a viver juntos e, assim, Hana tem dois filhos: uma menina chamada Yuki, a mais velha, e um menino chamado Ame. Tudo feliz, tudo romântico, tudo bonitinho, né? Pois é, até que o pai das crianças morre num acidente, deixando a jovem sozinha com dois filhos lobos.


Apesar de toda a parte ficcional, Crianças Lobo tem um enredo bem real ao tocar em temas bem humanos. Os desafios de criar uma família, o amor de mãe e encontrar seu lugar no mundo são pontos que todos nós já devemos (ou iremos) ter sentido ou experienciado. Apesar de toda essa realidade, o filme não afunda na melancolia. Pelo contrário, esse é um enredo que faz rir e faz chorar (assim como a vida). Os desafios vividos por Hana são uma mistura bem equilibrada de realidade e ficção, deixando tudo interessante ao mesmo tempo que próximo de nós: as crianças devem ir a um médico ou a um veterinário? Como lidar com uma menina hiperativa correndo e uivando num apartamento ou com um bebê que incomoda os vizinhos com seu choro? Os filhos devem ir à escola? E se alguém descobrir que eles são diferentes? Como conseguir um trabalho tendo crianças pequenas em casa?


Os personagens são simples, mas nem por isso ruins. Hana é mulher forte acima de tudo, sendo governada pelo amor e enfrentando qualquer adversidade sem perder a esperança. Yuki é um furacão, sempre animada e correndo. Já Ame é bem mais tímido e inseguro além de ser a cara do L de Death Note. A jogada foi lhes dar um desenvolvimento verossímil, o qual não posso dar detalhes por motivos de spoiler mas eles tiveram um crescimento muito bem-feito (a história narra 13 anos, ou seja, vemos toda a diferente infância deles).


A parte técnica é irretocável. A trilha sonora é vívida e bela, surgindo (e sumindo) nos momentos certos. A animação está ótima, com destaque para os belíssimos cenários naturais. Mas tudo não daria certo se não fosse a direção de Hosoda. Algumas passagens são geniais e marcantes, ainda que simples, mostrando toda a competência do diretor. Entre elas, há a relação de Hana e seu Jacob Lobão, construída com quase nenhum diálogo, apenas imagens e música. Outra é o crescimento dos irmãos, com eles saindo e entrando das salas de aula em uma só tomada, mostrando assim um pouco do jeito de cada um.



Enfim, como podem ter notado, esse é um filme que gostei bastante de ver e que recomendo para todo mundo, mesmo para quem não é fã de animes. A trama toca em temas universais e possui uma beleza que apela para a sensibilidade de qualquer um.

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