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segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

[Mangá] Hallucination From The Womb


"Vou lhes contar agora sobre a cidade que um dia existiu. Uma cidade cuja própria existência agora foi esquecida. Uma cidade que imprudentemente se ergueu cada vez mais para o alto. Por um propósito desconhecido e uma razão incerta essa cidade se dedicou exclusivamente ao desenvolvimento. Os restos dos sonhos daquela cidade... A história de um homem tão obcecado por sua esposa que tentou possuir até o passado dela. A história de uma garota que era grata a um homem que salvou sua vida, mesmo que fosse por mais três anos. A história de um homem que só conseguiu dizer à sua esposa o que ele queria que ela soubesse após a morte. A história de um garoto cuja busca por uma poção do amor o levou a duvidar de seus verdadeiros sentimentos. A história de um homem que amava algo sobrenatural. A história de um homem que estava apenas interessado em garotas que não podia tocar. Essa é a história deles."

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

[Review] Fat Princess: Piece of Cake



Fat Princess: Piece of Cake é um jogo free-to-play de puzzle feito pela Sony para Android, iOS e para o PS Vita. Nele, você deve proteger a princesa do seu reino do exército inimigo enquanto você a escolta para a segurança. É um jogo bem carismático e leve, bom para dar uma relaxada.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

[Review] Conception 2 (PS Vita)

Conception 2: Children of the Seven Stars é uma mistura de JRPG com simulador de encontros. Produzido pela Spike Chunsoft e publicado pela Atlus em 2014 para 3DS e PS Vita.


Enredo

O mundo mágico de Aterra está sendo atacado por monstros a décadas e os únicos que conseguem lutar contra eles são jovens "discípulos" que possuem a energia das estrelas (Star Energy) e as criaturas de outro mundo, conhecidas como Star Childrens, que nascem a partir de um forte vínculo entre dois discípulos: um homem e uma mulher.
A história começa com o o nosso protagonista Wake indo para a Academia (aka escola para discípulos) e lá ele faz os testes para descobrir qual é o nível dele como discípulo. Por esse teste, eles descobrem que ele é uma rara exceção que possui um nível elevadíssimo de Ether (elemento luz) e por si só consegue adentrar os Dusk Circles (dungeons) e enfrentar os monstros. Além disso, com o campo de ether que ele produz, consegue levar um companheiro junto (que será uma heroína). 
Após essa descoberta, ele vai para a Igreja para fazer o ritual de Classmating junto com uma discípulo Elite S e ver qual a chance de nascerem Star Childrens. Esse ritual é teoricamente o encontro das emoções dos personagens (ou na prática, sexo). Sendo 100% a chance de nascer uma Star Children, você fica livre para utilizar a igreja quantas vezes quiser para fazer tal ritual com as discípulos Elite S.
A partir daí, você é apresentado inicialmente para 4 Elite S e precisa desenvolver seus vínculos com elas, para poder criar Star Children mais poderosas. Conforme a história avança você é apresentado para mais discípulos Elite S, totalizando assim 7 heroínas para te ajudarem. 

A história do jogo em si fica bem dividida aqui, onde cada heroína terá seus eventos particulares contando um pouco da história dela e a história principal (pano de fundo) onde você deve destruir os Dusk Circles para salvar Aterra. Nenhum foco dessa história é levado totalmente a sério, onde você sempre terá algumas piadas para descontrair durante os eventos. Apesar de não serem nenhuma obra-prima, todas cumprem bem o seu papel, divertindo e prendendo o jogador a medida do possível. 


Gráficos e sons

Aqui não temos nenhum ponto forte e nada a desejar. Os gráficos dentro da dungeon são bem simples mas não chegam a incomodar. O que pode incomodar um pouco é o visual fraco e a pouca diferença entre as dungeons. Temáticas ruins e tudo parece igual. Durante a parte de encontro, os gráficos são mais bonitos.
A trilha sonora em si não tem nenhum destaque. As dublagens são agradáveis num geral, embora infelizmente nem todas as cenas são dubladas. As cenas sem dublagem são bem chatas de se ouvir os personagens falando coisas aleatórias... Thanks! enquanto a legenda diz: Sorry! E a mesma repetição de frases pre-definidas. Não existe a opção do áudio em japonês.

Sistemas 

Aqui é onde você encontra o maior acerto e o maior erro do jogo. Existe uma imensa variedade de detalhes para tornar o RPG mais complexo. Não vou citar tudo, mas tudo o que não foi citado segue o padrão de outros RPG's e não merece nenhum destaque.

Dungeons

Dungeons são geradas aleatoriamente e seguem o padrão Dungeon Crawler. Encontre o portal para o próximo andar e continue subindo (ou descendo) até chegar no boss. Não existem random encounters aqui. Você vê o inimigo e só batalha se quiser, embora muitas vezes eles bloqueiem seu caminho te obrigando a batalhar. Uma importante característica é que a cor deles determina a diferença de força entre eles e você. Se eles estiverem de azul, significa que são muito mais fracos que você e apenas ao encostar neles eles desaparecem, e mesmo assim rendem o gold e experiência. Se forem roxos, a batalha é equilibrada e se forem vermelhos, você está abaixo do nível para enfrenta-los o que garante uma batalha mais difícil. Dentro das dungeons você encontra vários baús com itens e afins, e alguns pontos que restauram seu HP ou MP. Existem algumas armadilhas espalhadas também, mas elas não fazem muita diferença pois apenas diminuem um pouco seu HP e não são capazes de te matar. Ao início de cada andar você pode sair da dungeon, o que garante seu HP/MP cheios ao voltar e existe a possibilidade de escolher para qual andar você quer ir, desde que você já tenha chegado nele uma vez.

Quests/Dungeons opcionais

No geral, as quests são simplesmente matar tantos de certo inimigo ou coletar tantos itens. Podem até render algumas horas extras de diversão, já que você tem que descobrir qual inimigo dropa o item ou onde ele está. Infelizmente, os prêmios são bem inúteis e você não terá tanta necessidade em faze-las. É interessante que os inimigos necessários para uma quest, ficam amarelos dentro da dungeon, o que facilita bastante encontra-los.
As dungeons opcionais são poucas, só possuem 5 andares e um sexto andar com um boss. A única diferença é que elas possuem inimigos pouco mais fortes que as dungeons da história.

Star Childrens

Como eu disse, você pode levar uma heroína apenas por vez, para a dungeon. O seu level influencia no level máximo das Star Childrens, que segue aproximadamente o mesmo padrão que o seu (com raras exceções onde pode nascer uma criança com level cap 99). O level das heroínas influencia na classe das Star Childrens. Existem 30 classes para as Star Childrens, e você escolhe assim que ela nasce. Só é possível escolher a classe se a heroína utilizada para o Classmating possui todos os status.
Algumas classes especiais necessitam também determinados pre requisitos, como itens encontrados nas dungeons ou level determinado nas classes inciais. 
Apesar da grande variedade de classes aqui, essa quantidade fica desperdiçada pois você não consegue ter noção da força de cada uma até alcançar um nível razoável com elas. Inicialmente, as Star Childrens possuem o level cap muito baixo, o que te obriga a renovar sua party constantemente. A partir daí, as classes iniciais vão ficando pouco atrativas e você se esquece delas sem ao menos ter conhecido seu potencial.

Party

Sua party é formada basicamente de 4 grupos. O principal deles é formado pelo protagonista e a heroína que você escolheu. Os outros 3 são formados cada um por 3 Star Childrens diferentes. Você pode formar cada grupo da maneira que achar melhor, sendo que os status das crianças se somam e você pode utilizar a skill de qualquer um dos membros com aquele grupo. O que mais diferencia aqui é a possibilidade de ganhar habilidades diferentes de acordo com quais classes você coloca juntas. Infelizmente, aqui possuem vários pre-requisitos e você só vai saber da existência da habilidade depois de atingir pelo menos um deles. 


Elementos

Existem 6 elementos diferentes no jogo: Water, Fire, Wind, Earth, Ether e Dusk, cada um com sua vantagem e desvantagem. Cada Star Children assim como as heroínas, possuem elementos nativos seja para ataque e defesa. Por exemplo, é possível que a heroína tenha ataque do type Water, mas a defesa seja do tipo Wind. Os grupos formados pelas Star Childrens também possuem essa variedade e podem atingir níveis extras de elemental se forem somados, por exemplo: 3 crianças com elemental de ATK Fire, o grupo terá ATK Fire x3. A teoria é complicada caso cada criança possua um elemental diferente, então é mais fácil ver o resultado na prática.
Infelizmente, todo esse sistema de elementos diferentes pode ser esquecido e jogado no lixo. Não é possível perceber nem entender o funcionamento na prática. E além de não se notar nenhum resultado, ele não faz falta alguma e não facilita nem dificulta seu progresso no jogo.

Sistemas dentro da batalha

Os inimigos possuem quatro direções (frente, traseira e laterais), e você utiliza seus 4 grupos para poder cerca-lo, sendo que o grupo principal pode ocupar a mesma posição de um grupo de Star Childrens. Inimigos possuem pelo menos uma direção como ponto fraco, onde o ataque renderá mais dano. Além disso, os ataques deles são definidos e você poderá saber quais as direções eles atacarão. Se não possuir nenhum inimigo dentro da área de ataque dele, ele rotaciona para poder atacar. Pode parecer complexo, mas é bem simples e muito útil dentro do jogo.
Ao atacar os inimigos, você enche sua barra de Chain que seria para gerar combos no inimigo. Atacar o ponto fraco do inimigo enche menos a barra, enquanto as áreas mais fortes enchem mais. Ao encher a barra, o turno do inimigo é atrasado e você ganha mais XP e gold por hits que conseguir durante o status "chain" do inimigo. Esse é outro sistema bem útil e entende-lo pode facilitar bastante contra alguns bosses.
Além disso tudo, também temos o contador de Ether que na teoria funciona como um boost para sua party e aumenta a velocidade do grupo principal. Esse contador sobe de nível com o uso de uma skill específica para isso ou matando um inimigo. Também desce se alguém de sua party morrer. Nunca vi nenhuma utilidade prática para esse contador, e pode ser julgado apenas como mais um enfeite na tela. 
É bom lembrar que só é possível sua party estar lutando devido ao campo de Ether gerado pelo protagonista, então se o grupo principal morrer é game over. 

Parte tática/automática

É possível você deixar definido o tipo de combate de cada grupo e automatizar todas as batalhas. Tal grupo vai focar em gerar chains, enquanto tal grupo vai atacar com força total e o grupo restante vai curar. Você tem 3 opções: tudo manual, tudo automático ou apenas o grupo principal manual e os grupos de Star Childrens automático. Também é possível aumentar a velocidade da batalha, o que ajuda bastante. 

Conclusão

A parte de encontros do game não apresenta muitas falhas e cumpre bem aquilo que promete, talvez até mais que isso. A grande falha do jogo fica por conta de suas variadas porém inúteis possibilidades na parte prática do combate. Existem diversas outras opções que não cheguei a citar, mas no geral, a maioria é muito mal desenvolvida e não acrescenta nada ao jogo. A curva de dificuldade não é bem aplicada, pois o jogo te acostuma com um nível nulo de desafio para tentar te desafiar depois da metade do jogo. O conteúdo opcional do jogo não é válido já que no geral, o combate não te prende. Apesar de tantos defeitos, é possível terminar o jogo sem muitos problemas. Se tivesse recebido uma atenção extra por conta dos produtores, teria facilmente se tornado um exemplo de profundidade para um simples combate de turno.


Nota: 5,5/10

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Aquele velho ciclo na jornada de um gamer

Olha o meu "novo" jogo aí, hahah...
Pois é pessoal, como disse no meu último post, terminei o Shadows of Mordor e estava pensando no que jogar, antes de começar o Mordor eu havia iniciado o Kingdom's of Amalur: Reckoning, mas não tava no pique pra voltar pro jogo porque bateu aquela saudade de jogar um JRPG que só quem é fã do gênero vai entender como é, heheh... Tava precisando de uns castelos, de umas dungeons, de algumas mágicas, de ter mais de um personagem no jogo, de desvendar uns mistérios e foi aí que decidi dar novamente uma chance pro Tales of Vesperia, um game bem antigo, eu sei, mas que muita gente diz ser um dos clássicos do Xbox 360 (já que não tem versão ocidental no PS3) e que eu comecei há um tempo atrás, mas confesso, não tinha curtido muito e, meu Deus do Céu, como eu estava enganado, comecei a jogar no FDS passado e agora já estou com um pouco mais de 8 horas de jogatina, por isso decidi passar por aqui pra falar pra vocês um pouco do que estou achando do jogo.

Bom, teoricamente não precisaria apresentar o jogo, já que ele foi lançado em 26/08/2008, ou seja, já faz um tempinho, eu ainda jogava PS2 nessa época, MAS, eu sei que muita gente não teve acesso o jogo já que, ao contrário da maioria dos jogos da série, ele não veio para um console da Sony no ocidente.

Tales of Vesperia nos coloca no meio de um problemão logo no início: a parte mais pobre da cidade imperial de Zaphias está sendo inundada porque um ladrão roubou um dispositivo mágico, também chamado de Acque Blastia, que controla o fluxo da água nessa parte da cidade, nesse momento somos apresentados ao protagonista Yuri Lowell, que mora nessa parte da cidade afetada pelo desastre e decide invadir uma mansão da parte "ryck@" da cidade, onde o mago que "supostamente" deveria ter arrumado a fonte vive. Lá , o infeliz foge e ele é emboscado pelos guerreiros imperiais (Imperial Knights) e acaba preso por eles, história vai, história vem, ele consegue sair da prisão e foge da cidade para encontrar o ladrão e trazer o Blastia Core de volta, nesse meio tempo ele conhece Esterllise, que se junta a ele pois precisa encontrar com Flynn, um amigo que ambos têm em comum e que, segundo ela, corre grande perigo.

Assim começa a jornada deles, outros se juntam à essa expedição, como o cachorro de Yuri, Repede, que parte junto com eles de Zaphias, até o momento já conheci também Karol (um garoto que faz parte de uma guilda de caçadores) e Rita (que é uma pesquisadora de Blastia, que é a fonte de mágica nesse mundo e que, supostamente, havia sido contratada para concertar Acque Blastia de Zaphias, mas que, aparentemente, foi substituída por um impostor que roubou a peça).

O enredo tá começando a tomar mais forma agora, já que o inicio foi mais marcado pelo desenvolvimento dos personagens e dos seus backgrounds, algo que, segundo ouvi dos meus amigos mais experientes em Tales of, é recorrente na série.

Vesperia é RPG de verdade, não dá pra falar o contrário, os equipamentos dos personagens são
totalmente customizáveis, dá pra sintetizar itens e cozinhar alimentos para restaurar HP e TP, além de trazer alguns status positivos pra party e, ainda, possuí um sistema de estratégia que lembra muito os gambits do Final Fantasy XII, onde dá pra decidir quais serão as ações de cada personagem dadas certas circunstâncias da batalha, ou seja, dá pra definir quais personagens são responsáveis por curar a party e quais são mais focados em atacar, etc...

Os gráficos são anime-like e lembram muito os gráficos que vemos nos jogos da franquia Naruto Ultimate Ninja Storm, também da Namco Bandai, o grande charme vai para as animações em formato de anime, que substituem as cenas em CG's que temos nos outros RPG's, pena que elas não apareçam com tanta frequência, mas são realmente um show visual.



A dublagem é boa, mas sempre tem aquelas vozes femininas irritantes em alguns personagens, mas no Vesperia não chega a ser algo que incomode muito não... A trilha sonora também é muito bem feita, mas não me deparei com nada que mereça destaque, apenas a música de abertura que é bem legal!

Em suma, posso dizer que estou completamente animado com o jogo e curioso para saber quais serão os próximos acontecimentos da história, fazia tempo que não ficava tão animado com um jogo, à ponto de ficar pesquisando detalhes da história, dos personagens e tal...



Pra quem ainda não jogou, deixo aqui a forte recomendação, e pra quem já jogou, gostaria muito de saber o que acharam e as opiniões sobre o game!

[Cosplay] Final Fantasy XIII

Não deve ser necessário apresentar o game Final Fantasy XIII sim, estou com muita preguiça. Primeiro título da franquia de JRPG mais popular a ser lançado no Xbox 360 e PlayStation 3, o jogo foi tão amado quanto detestado. Alguns adoraram seus personagens e seu enredo, enquanto outros preferiram reclamar da linearidade irritante e da jogabilidade. Mimimis a parte, é fato que ele possui um elenco bem carismático (em especial a coitada da protagonista, escravizada pela Square-Enix). E onde há nerds apaixonados por personagens, há... Sim, cosplay! Veja abaixo uma seleção de cosplays dos personagens principais do game.

Lightning











Fang











Snow











Vanille











Sazh





Hope











sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Jogos que marcaram a minha infância


Tudo tem um começo, não é verdade? O meu vício em games não poderia ser diferente!
Hoje venho compartilhar com vocês alguns jogos que marcaram a minha infância, e talvez a de vocês também.
Então vamos lá:


Hoje em dia eu realmente não curto jogos baseados em filmes, mas não posso dizer que eu não me diverti muito jogando os primeiros 2 jogos do Harry Potter para o PS1. Era muito legal andar por Hogwarts, ficar tacando magia pra todos os lados, ficar voando com a vassoura...bons tempos!


Não sei se esse aqui é conhecido por muita gente, mas era muito legal. Você controlava um mini-tanque de guerra e ia roubando as armas dos inimigos derrotados, fazendo com que no final da fase você estivesse muito poderoso. Era bem focado no humor e os chefes eram desafiadores.


Esse dispensa apresentações, não é mesmo? Crash Bandicoot, da grande Naughty Dog! Jogo muito divertido, além de bem feito.

Talvez seja um dos melhores jogos pro PS1. Também foi um dos jogos que mais joguei na época.


Esse já joguei mais pro começo da adolescência, mas também conta nessa lista. Esse foi o primeiro Final Fantasy que joguei e um dos primeiros RPGs. Foi esse jogo em específico que me fez ficar apaixonado pelo gênero e especialmente pela série da Square Enix.

Batalhas em turnos, World Map, várias jobs disponíveis, chefes muito legais de se batalhar...não é um dos melhores FFs, mas com certeza eu tenho um sentimento especial por esse.


Esse eu joguei muito mesmo! Jogava em casa no PS1 e quando podia eu ainda jogava ele nos arcades perto de casa.

Jogabilidade divertida, gráficos bons pra época, foi o que me fez começar a gostar também de jogos de luta.


Extremamente divertido, bonito, Tony Hawk's Pro Skater foi um jogo que eu curti demais na época do PS1, e foi ele que até me fez querer virar skatista quando era pequeno! Por isso fiquei feliz quando anunciaram nesses últimos dias que aparentemente estão fazendo um novo Tony Hawk's.


O primeiro jogo do Pokémon que eu joguei, responsável por eu pegar gosto pela série e também pelo gênero. O cartucho que eu tinha pelo menos dava umas bugadas, principalmente nos sprites dos pokémons, mas isso com certeza não diminuía a minha diversão na época. Também foi um dos jogos que me ajudou a começar a entender melhor o inglês (ainda lembro quando comecei a jogá-lo, eu achei que "Potion" era um pokémon novo que eu tinha achado, já que estava dentro de uma pokébola no meio da floresta hahahahaha).


E estão ai alguns dos jogos que mais curti na minha infância. Comentem ai embaixo quais são os seus jogos mais marcantes dessa época tão boa!

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

[Review] Tsukihime


 Se você curte animes, a chance da franquia Fate ser conhecida não é pouca. Com séries como o ótimo Fate/Zero, o popular Fate/Stay Night (que ganhou uma adaptação bem mediana, mas que chegou até mesmo a passar no Brasil), além de diversos games, spin-offs escravidão da pobre da Saber e por aí vai. Mas, nada existiria se não fosse pelo jogo que lançou a indie e iniciante Type-Moon no mercado de visual novels: Tsukihime, o tema desse post.

História



Tsukihime (algo como Princesa da Lua) é uma visual novel lançada no ano de 2000 para PC. A história gira em torno dos mistérios de Shiki Tohno e sua família. Quando era criança, Shiki sofreu um grave acidente que deixou uma grande cicatriz no seu peito e debilitou bastante sua saúde, tornando-o suscetível a desmaios e coisas do tipo. Após esse acidente, algo muito mais estranho começou a acontecer: Shiki passou a ver linhas cobrindo todos os seres e objetos. Além disso, quando essas linhas são cortadas, aquilo em que elas estão é destruído. A história tem início anos depois, com Shiki sendo chamado de surpresa para voltar para a mansão de sua família (após o acidente ele passara a morar com os tios). Enquanto isso, rumores sobre um vampiro atacando a cidade se espalham…


Sinopse meio estranha e desconexa, eu sei, mas ligar tudo isso poderia dar algum spoiler. O enredo tem um desenvolvimento lento e um tanto confuso, mas, assim como todo quebra-cabeça, conectar as peças dá uma verdadeira satisfação. Há dois grandes cenários no jogo: a Near-Side Route, focando nos mistérios do vampiro na cidade, e a Far Side Route, centrada na enigmática família de Shiki. Dentro desses cenários, há cinco rotas (duas dentro da Near-Side, e três na Far Side) e todas são muito boas. Há bastante tensão e tragédia, mas também romance e até mesmo comédia. Tudo bem balanceado, não destoando do clima da história.


Ainda que os mistérios sejam fodas e o enredo tenha momentos capazes de arrancar lágrimas de muitos marmanjos, talvez o elemento mais interessante em Tsukihime seja sua configuração, o mundo em que ele se passa. Explicando melhor: Tsukihime, assim como Fate, faz parte do Nasuverse, universo criado por Kinoko Nasu. Ou seja, há várias regras, organizações, entidades, classificações entre muitos outros detalhes criados para esse mundo, no qual se passam as obras da Type-Moon, ocorrendo sempre uma ou outra ligação entre elas. E isso tudo é muito fascinante pois a sensação de ler é a de descobrir toda uma sociedade complexa e mágica vivendo às sombras da nossa.


Mas, por outro lado, é nesse ponto que temos um dos pontos fracos não só de Tsukihime mas também do próprio estilo de escrita de Kinoko Nasu. Por haver tantos detalhes na estrutura do mundo em que a narrativa acontece, alguns trechos são bem maçantes e longos por tentarem explicar algo desse universo. Além disso, quando acontece de algo não ser explicado, há aquela sensação de “estar boiando”. Mas nada que prejudique a leitura em si.

Personagens


Da esquerda para a direita: Kohaku, Hisui, Ciel, Arcueid e Akiha
Os personagens são todos muito bem desenvolvidos e cheios de segredos trágicos. Das cinco personagens principais, é certo que uma, pelo menos, vai marcar você. Arcueid está envolvida com os rumores do vampiro. É alegre, descuidada e impulsiva. Ciel é uma colega de escola de Shiki cuidadosa e responsável. Akiha é a irmã do protagonista. É meio bitch mas tem um bom coração. Hisui e Kohaku são as empregadas da mansão e rainhas, lindas, destruidoras, melhores personagens. Hisui tem aquele jeito Rei Ayanami frio e indiferente e Kohaku é a alegria em pessoa. Todas, porém, são bem melancólicas no fundo e estão relacionadas com o quebra-cabeça chamado Tsukihime. Além disso, Shiki está longe de ser um protagonista padrão de uma vn, com ele também tendo seus segredos e oscilando bem entre fragilidade e força.

Jogabilidade



Para falar da jogabilidade, acho necessário explicar um pouco o que é uma visual novel, ou traduzindo, um romance visual. Romance? Não é um jogo? Sim e não. Uma vn é uma espécie de livro, mas com imagens, geralmente em estilo anime, e trilha sonora, com alguns tendo até dublagem. E onde entra o jogo da coisa? De forma bem simples, mas bem interessante. Em uma vn você não só lê, você interage com a história realizando escolhas que mudam o desenvolvimento do enredo e até o final. Lembra o que falei lá em cima sobre rotas? Cada rota é um possível desenrolar dos acontecimentos, com cada uma tendo dois finais (com exceção da rota de Kohaku <3 que só tem um). Ou seja, a gameplay é bem simples e serve mais como complemento ao enredo. Não há muito a comentar.

Visuais e Áudio



Lembra quando eu disse lá no topo que a Type-Moon era indie nessa época? Pois é, o baixo orçamento acabou afetando a parte técnica do jogo/livro (você escolhe). Sendo direto: Tsukihime é feio. Os menus são de um design bem simples, há poucas ilustrações, os cenários são fotografias com filtro de desenho e por aí vai. A parte sonora também foi um pouco prejudicada. Apesar de ter músicas belas e marcantes (a música tema em especial, que você pode ouvir aí em cima), são poucas as faixas e que caem logo na repetição. Não chega a prejudicar muito o todo, mas cansa a leitura (principalmente quem já jogou vns com um orçamento maior). Felizmente, há um remake em produção E VAI SER FODA, POWRRA HUAHUHAUHAUH.

Conclusão




Para quem gosta de leitura, vampiros de verdade, suspense e mistérios, Tsukihime é uma ótima pedida. Seus personagens são carismáticos, o enredo é profundo e surpreendente e seu universo é fascinante.

Prós:
  • Enredo criativo e intrigante;
  • Universo fascinante;
  • Personagens carismáticos e bem desenvolvidos;
  • Emoção;
  • Hisui e Kohaku.
Contras:
  • Narrativa lenta e detalhista torna a leitura maçante em alguns momentos;
  • Músicas repetitivas;
  • Visual pouco atraente.

Nota Final: 8,5

 

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